Fotos

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Versão de desenho

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Lore

Setting

Nas profundezas gélidas dos Chillingstone Outskirts — um ermo implacável onde ventanias cortam como navalhas e a neve engole os desavisados —, nasceu Flosh, um Harengon cuja alma refletia a herança selvagem de seu povo: originários da Feywild, eles são a personificação viva do espírito de viagem e da liberdade incondicional. A tribo de Flosh era célebre por sua extrema agilidade, talento que lhes permitiu firmar um valioso pacto para o fornecimento de "pedras termais" — raros artefatos de magma cristalizado e magia natural que mantinham o assentamento humano de Windhelm aquecido durante os invernos letais. Por ser um dos mais rápidos e habilidosos de seu clã, capaz de saltar sobre fendas de gelo negro sem emitir um som, Flosh assumiu a perigosa função de mensageiro e batedor das caravanas. Sua juventude foi gasta correndo pelo gelo implacável, mapeando rotas seguras e mantendo-se sempre um passo à frente dos terrores da região, especialmente da brutalidade dos Orcs Frostfang, gigantes de pele pálida que caçavam camuflados na nevasca.

Emboscada

No entanto, a sorte do veloz batedor secou de forma cruel durante a Travessia do Sol Morto, a época mais impiedosa do ano. Flosh não estava apenas escoltando mercadorias; naquela caravana viajava o seu mundo: sua amada, a gentil e destemida lebre chamada Elara, cujos olhos carregavam o brilho das raras auroras boreais, e a pequena ninhada de filhotes do casal, que viam o pai como o inalcançável herói das neves. Eles acompanhavam a remessa em busca da segurança definitiva por trás das muralhas de Windhelm. Quando as orelhas longas de Flosh captaram o estalo sutil do gelo se rompendo e o cheiro metálico de sangue, já era tarde demais. O cerco se fechou com violência avassaladora. Machados rústicos partiram as carroças e, em questão de segundos, Flosh, que estava na vanguarda tateando o terreno, foi arremessado contra um banco de neve. Ele se viu emboscado, encurralado e fisicamente separado de sua família por uma muralha intransponível de músculos e presas dos brutamontes.

Assistindo de longe, com o corpo contundido e impotente diante de sua companheira que tentava proteger os filhotes cercados pelo perigo, o terror arrancou do fundo de seu ser o desejo primordial de qualquer Harengon: uma sede incontrolável por liberdade e a vontade de ser rápido como o vento para escapar dali e, acima de tudo, para chegar até eles a tempo de impedir o massacre. O eco desse desespero flamejante foi tão intenso que rasgou o véu da realidade. O tempo pareceu congelar; os flocos de neve pararam no ar e o rugido dos orcs silenciou. Atraído por essa ruptura, o Deus Sem Rosto — uma entidade antiga e desconhecida que espreitava nas sombras da ravina — sentiu sua aflição e lhe estendeu uma barganha sombria, sussurrada diretamente em sua mente. O trato parecia a única salvação: ceder sua identidade em troca do poder absoluto para escapar e salvar quem ele mais amava.

Face of Zephyr

Essa face foi roubada

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Ao selar o pacto, a tragédia de Flosh se consolidou. Ele renasceu como um Facebearer, mas o acordo veio com uma maldição cruel que perverteu seus desejos originais. A primeira face a se fundir ao seu rosto em uma explosão de magia foi a Face of Zephyr. Moldada como a face de uma raposa oriental, semelhante às lendárias máscaras de kitsune, porém esculpida em uma versão profundamente aterradora: ela encarna a simbiose letal entre a presa e o predador. É a face da agilidade absoluta. Com ela, Flosh torna-se o próprio vento: a presa esquiva que foge do perigo iminente e, simultaneamente, o predador implacável que persegue sua vítima. A máscara reflete seu desejo inato de ser livre, o anseio desesperado de escapar daquela emboscada e a vontade de ser rápido o suficiente para conseguir ajudar seus entes queridos. Contudo, a maldição tomou o controle: a magia o forçou a uma necessidade constante de evasão, arremessando-o como um furacão para longe do campo de batalha contra sua própria vontade. Ele conseguiu escapar dos orcs, mas o preço físico e espiritual foi ser forçado a deixar Elara e seus filhotes para trás, incerto do destino deles.

Seu verdadeiro rosto se tornou uma tela em branco, irreconhecível, forçando-o a um anonimato perpétuo. Sua identidade foi roubada, e sua alma, permanentemente atrelada às máscaras amaldiçoadas entalhadas em madeira e pedra, que agora servem como sua única forma de se expressar com o mundo. As outras duas faces que agora pendem de seu cinto são pesadelos e virtudes manifestos de sua psique fraturada.

Face of Soothing

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A Face of Soothing destoa das demais por seu estilo brutalista. Ela aparenta ter sido forjada inteiramente a partir de uma única rocha negra maciça, marcada por rachaduras profundas que foram meticulosamente reparadas com veios dourados na técnica de kintsugi. Essa estética reflete, de maneira filosófica e até irônica, a ideia de encontrar beleza e força após ser quebrado. É a face da cura. Com ela, Flosh consegue purificar e restaurar a si mesmo e a seus companheiros de batalha. É uma máscara virtuosa que emana uma aura ostensiva, mas que traz uma inexplicável sensação de familiaridade e quietude a quem sente sua presença. Ela materializa o peso insuportável da culpa e o desejo dilacerante de Flosh de salvar os conhecidos que foram feridos naquele fatídico confronto — especialmente sua amada Elara —, aqueles que foram injustamente massacrados por malfeitores.

Face of Conflagration

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Por fim, a Face of Conflagration é a manifestação nua e crua de sua cólera. Esculpida como a face de um Oni vermelho monstruoso e assustador, a máscara ostenta chifres imponentes e presas pontiagudas que saltam agressivamente para fora. O olhar da criatura transborda pura fúria, e apenas encará-la já causa um frio na espinha. Ela carrega toda a raiva e o ódio que Flosh sente por seu povo ter sido atacado de forma tão covarde, além do rancor incandescente pelo pesadelo que fizeram sua família passar. Ao vesti-la, Flosh torna-se fisicamente mais forte e intimidante; sua presença irradia tamanha fúria destrutiva que ele parece estar literalmente em chamas, acorrentando seu espírito a uma fome insaciável por retribuição e poder.

O que restou pro beta

Hoje, desprovido de um rosto próprio e, portanto, imune às rédeas morais da sociedade que o cerca, Flosh trilha o mundo com uma postura Caótica e Neutra. A magia do Deus Sem Rosto que envenena seu sangue acelerou seus nervos, tornando-o um ser perpetuamente ansioso e um pouco impaciente. Ironicamente, apesar do peso esmagador de sua tragédia, Flosh mantém um lado absurdamente inocente: ele é um coelho "meio burrinho" e abobado, possivelmente altista, que frequentemente falha em compreender obviedades cotidianas, o que confere um charme cômico à sua presença fofamente intimidadora. Em sua essência errante e veloz, ele não é um monstro. Ele carrega a crença inabalável de que as pessoas podem se redimir de seus pecados e guarda no peito o carinho fraternal por seus irmãos[1].

Frases


  1. ↩︎